Jatobá: a disputa entre Roberto e Dr. Gerson…

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John Barros*

Emancipada em 1996, com pouco menos de 10 mil habitantes, Jatobá-MA – ex-povoado da cidade de Colinas-MA, é uma das poucas cidades do Maranhão (e do Brasil) governada pelo mesmo grupo político, e, 24 anos depois, está novamente em outro embate, o sétimo.

Na situação, como pré-candidato a prefeito, temos o Vereador Roberto, com quase 8 anos no legislativo municipal e baixíssima rejeição ao seu nome. Na oposição, temos a figura do Dr. Gerson, médico atuante na região que jamais ocupou qualquer cargo eletivo, sendo vencido nas eleições de 2004 e 2016 (cargo de prefeito). Mesmo não participando de outros pleitos, sempre foi considerado um nome forte na oposição.

Dessa forma, na disputa temos como pré-candidatos: um vereador e um médico, um com remuneração em torno de 1,5 mil reais à 2 mil reais (vereador), e o outro percebendo 40 mil reais à 50 mil reais (médico plantonista e cirurgião), ambos buscando o cargo de chefe do executivo municipal, cuja remuneração são de exatos 15 mil reais. Ora, seria um salto e tanto para o Vereador, em contrapartida, um deficit enorme para o Médico, que como chefe do executivo, teria que deixar a profissão de lado, haja vista a proibição da acumulação das funções, prevista no art. 37, XVI, do art. 38, II, da CF/88.

Dito isso, pode-se dizer que ele seria mal remunerado na função de prefeito. Dessa forma, por qual motivo deixaria sua profissão habitual para uma menos vantajosa?

Se a resposta for o bem comum (Aristóteles), quais benesses ele tem feito para com a população daquela cidade em períodos não eleitorais? Qual projeto foi implantando com seus recursos? Haja vista que, como já mencionado, ele dispõe de recursos suficientes para ajudar os menos afortunados – caso realmente vise o bem da coletividade.

Os motivos expostos até o momento pelo pré-candidato são turvos, e a população nota isso, ainda mais pelo fato do mesmo não residir na cidade de Jatobá, apesar de possuir um domicílio – talvez para fins legais.

Já o Vereador Roberto, tachado pela oposição como “laranja”, vem demonstrando o oposto disso: primeiro pelo fato de já ser um político com experiência, fazendo ele mesmo suas articulações políticas, prova disso é seu sucesso nas urnas como vereador; segundo, a oposição disse o mesmo em relação a ex-prefeita Ednaura Silva, que foi totalmente autônoma em suas gestões, que por sinal, foram excelentes e; por último, argumentos voltados à ataques diretos, apenas mascaram a falta de plano de governo de quem os dispara.

O cidadão jatobaense tem o poder de definir o futuro da cidade, como tem feito nos últimos 24 anos, é o momento de optar pela continuidade ou pela mudança, pela experiência política ou pela imperícia, por um cidadão nativo ou por um turista – tudo isso em meio à Pandemia que depois de atenuada, causará um baque enorme na economia dos municípios.

*Advogado e especialista em Direito Constitucional.

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