Quem assistiu ao debate da TV Mirante na noite de ontem (29),esperando rever aquele Eduardo Braide altivo e afiado de 2016, que atropelou adversários e arrancou firme para o segundo turno contra Edivaldo Holanda Jr., se decepcionou. No lugar daquele, veio um Braide amarelo, sem reflexo e visivelmente nervoso. E já no primeiro bloco virou presa fácil até para o obtuso André Luís, do Missão. Braide perdeu o rumo no embate direto com Orleans Brandão, apanhou feio até de seu laranja Felipe Camarão, tropeçou na própria língua e se perdeu próprio tempo. Em algumas ocasiões foi cortado pelo mediador por ultrapassar o cronômetro.
Logo depois do debate a pergunta que ecoou nos grupos de WhatsApp durante toda a madrugada foi uma só: o que teria acontecido com Braide? Qual a razão dessa letargia toda?
O Blog do Badeco foi atrás e descobriu a resposta nos corredores mais trancados do núcleo duro da campanha. O mistério da apatia não foi cansaço. Foi pânico mesmo.
Poucos minutos antes de os refletores do estúdio da Mirante se acenderem, chegou aos ouvidos de Braide o resultado de um levantamento para consumo interno encomendado por seu próprio QG. E os números cairam como uma bomba na cabeça do candidato: Orleans Brandão não apenas virou o jogo, como estaria na iminência de matar a disputa já no 1º turno. Segundo informações, o emedebista estaria algo em torno de 0,5 ponto percentual acima da linha de 50% dos votos válidos. Ou seja: Braide descobriu minutos do debate que Orleans tem chances reais de levar a fatura já nesse domingo.
O choque foi tão grande que derreteu qualquer capacidade de reação de Braide. E aí o nervosismo virou paralisia e a tensão virou gagueira. Enquanto Orleans Brandão, subestimado do começo ao fim por uma arrogância estratégica do próprio ex-prefeito era certeiro nas perguntas e respostas, defendendo com firmeza o governo do qual fez parte e apresentando propostas concretas para o estado, Braide agonizava no púlpito sem saber administrar nem o próprio tempo que insistia em estourar.
A verdade é que o desespero bateu forte. Com o favoritismo de Orleans consolidado num momento decisivo, os bastidores da campanha de Braide viraram um velório antecipado na redes sociais madrugada a dentro. E Braide deve ter ido dormir de orelhas quentes e se perguntando se ainda daria tempo de juntar os cacos para evitar o vexame de uma derrota frangorosa já no primeiro turno.
Com a proximidade das Eleições Gerais de 2026, marcadas para 4 de outubro, a Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM) orienta os gestores municipais sobre os cuidados necessários na organização do transporte e da mobilidade nos dias de votação. Em eventual segundo turno, a votação ocorrerá em 25 de outubro.
“A nossa missão como gestores e lideranças municipais é fortalecer a democracia no nosso município. Por isso, a FAMEM reforça o compromisso de fazermos do dia da eleição um dia marcado pela paz, pela consciência e pelo respeito às escolhas do nosso povo em cada canto do Maranhão”, afirma o presidente da FAMEM, Roberto Costa.
De acordo com as regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o poder público deve assegurar, nos dias de votação, a oferta gratuita de transporte coletivo urbano municipal e intermunicipal, inclusive metropolitano, com frequência compatível com aquela praticada nos dias úteis. A medida está prevista na Resolução-TSE nº 23.751/2026 e decorre de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Para os Municípios, a recomendação é verificar previamente a operação do transporte coletivo urbano, considerando a demanda prevista, os horários de maior movimento, os acessos aos locais de votação e o atendimento às regiões mais distantes.
A regulamentação também permite a adoção de medidas como a criação de linhas especiais, a utilização de veículos públicos disponíveis e a requisição de veículos adaptados para o transporte coletivo, inclusive ônibus escolares, observadas as regras aplicáveis.
Atenção às regras eleitorais
A FAMEM reforça que a oferta do transporte deve ocorrer sem qualquer distinção entre eleitores, sem propaganda partidária ou eleitoral e sem promoção pessoal do gestor público responsável.
Também é importante que os Municípios mantenham registros dos ajustes realizados para a operação, incluindo itinerários, horários, veículos disponibilizados e forma de custeio, conforme as orientações da Justiça Eleitoral e a legislação vigente.
A redução do serviço de transporte público habitualmente ofertado no dia da eleição pode gerar consequências na esfera eleitoral, conforme previsto na regulamentação do TSE.
Transporte de eleitores da zona rural
O transporte de eleitores das zonas rurais até os locais de votação possui organização específica pela Justiça Eleitoral. A legislação prevê o uso de veículos e embarcações colocados à disposição da Justiça Eleitoral, observadas as regras de requisição e planejamento do serviço.
Nesse caso, cabe ao Município manter diálogo com o respectivo cartório eleitoral, verificar os percursos e horários definidos, informar eventuais dificuldades nas condições das estradas e garantir que os veículos requisitados estejam em condições adequadas de operação, quando estiverem sob sua responsabilidade.
A regulamentação prevê, para o transporte realizado pela Justiça Eleitoral, o deslocamento de eleitores das zonas rurais até os locais de votação quando a distância for de pelo menos dois quilômetros. Há ainda regras específicas para povos indígenas, comunidades quilombolas e outras comunidades tradicionais.
Acessibilidade e mobilidade
Outro ponto que deve integrar o planejamento municipal é a acessibilidade. Os gestores podem verificar as condições de acesso aos locais de votação, pontos de embarque, paradas de ônibus, travessias e demais áreas de circulação, especialmente para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
A Justiça Eleitoral também possui ações específicas voltadas ao transporte de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida que não disponham de meios próprios para chegar ao local de votação. Os Municípios podem colaborar com a divulgação dos canais oficiais e, quando houver articulação com a Justiça Eleitoral, apoiar a organização do atendimento. A Resolução-TSE nº 23.753/2026 instituiu o Programa Seu Voto Importa, com diretrizes para esse transporte especial.
Informação acessível à população
A FAMEM recomenda ainda que as informações sobre gratuidade, horários, itinerários, pontos de embarque e eventuais alterações no trânsito sejam disponibilizadas de forma acessível nos canais oficiais dos Municípios.
Nos casos de transporte rural organizado pela Justiça Eleitoral, a divulgação municipal deve utilizar somente os percursos e horários oficialmente confirmados pelo respectivo juízo eleitoral.
A orientação ganha importância neste momento em que o Tribunal Superior Eleitoral acompanha, junto aos Tribunais Regionais Eleitorais, as providências adotadas para garantir o transporte público coletivo gratuito nos dias de votação. Em ofício enviado aos TREs em 28 de setembro, o TSE solicitou informações sobre rotas, horários e modalidades do serviço, além da verificação das providências adotadas pelas prefeituras e governos estaduais.
A FAMEM reforça que a organização antecipada e a articulação entre Municípios, Estado e Justiça Eleitoral são fundamentais para garantir o deslocamento dos eleitores e contribuir para o pleno exercício do direito ao voto, dentro das normas estabelecidas pela legislação eleitoral.
O governador Carlos Brandão (MDB) reagiu, nesta quarta-feira (30), às críticas feitas pelo ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) durante o debate da TV Mirante, realizado na noite de terça-feira (29). Em vídeo, Brandão acusou o adversário de divulgar informações falsas sobre a saúde pública e questionou os resultados da gestão municipal na capital.
“Enquanto ele promete abrir as portas do hospital de alta complexidade de Imperatriz, eu faço uma pergunta muito simples. Por que ele não melhorou a saúde em São Luís?”, declarou o governador, criticando ainda as condições dos Socorrões e do Hospital da Criança de São Luís, que classificou como “uma calamidade”.
Brandão rebateu ainda as críticas de Braide por precisar atender pacientes do interior do estado, sendo que o Município de São Luís recebe verbas federais para realizar o atendimento.
Em defesa da gestão estadual, Brandão citou a entrega de 240 ambulâncias, a reforma de mais de 50 hospitais municipais e a inauguração de policlínicas, hospitais de alta complexidade, unidades odontológicas e UPAs. Também mencionou a ampliação da hemodiálise e o número de transplantes realizados no estado.
“Nós sim, enfrentamos as dificuldades e tratamos a saúde com seriedade e não com mentiras, em vídeo de TikTok”, finalizou.
O candidato Orleans Brandão (MDB) foi o grande destaque do debate realizado pela TV Mirante na noite desta terça-feira (29). Alvo das investidas dos demais postulantes presentes, o emedebista se sobressaiu com postura firme, segura, mostrando conhecimento da realidade dos municípios e propostas viáveis para transformar o Maranhão. O bom desempenho de Orleans ganhou destaque nas redes sociais, onde diversos perfis apontaram o emedebista como o melhor e vencedor do debate.
Orleans foi o primeiro a responder a questionamento no debate e reafirmou sua trajetória como empresário, pai de família e gestor da Secretaria de Assuntos Municipalistas. Também assinalou o trabalho realizado pelo governo do Estado em todos os municípios, destacando o programa Maranhão Livre da Fome que, de acordo com dados do IBGE e Fundação Getúlio Vargas, tirou mais de 1,3 milhão de maranhenses da extrema pobreza. “Não acredito em governo que não trabalhe pelo social”, afirmou.
O candidato Orleans Brandão confrontou diretamente Eduardo Braide (PSD) e Felipe Camarão (PT). Segundo Orleans, as políticas públicas de Braide desmontaram o transporte público e a assistência social na época do então prefeito. “Você desmontou a Secretaria de Assistência Social do município, provocando demissões em massa. Os CRAS, os CREAS, os Conselhos Tutelares estão jogados às traças, estão abandonados”.
De acordo com Orleans, Braide não conseguiu tocar as parcerias com o Governo Federal em programas como o ‘Leite em Casa’. “A Justiça teve que te obrigar a fazer os programas”.
O emedebista lembrou que o transporte público de São Luís passou de 900 ônibus para menos de 450. “E quando você é questionado, quando você é perguntado, você vai para a rede social, culpa o governador, culpa o ex-prefeito, culpa os empresários… A culpa nunca é sua de absolutamente nada! Eu quero ser governador para resolver os problemas, não para ficar jogando e terceirizando as culpas”, disse.
Sobre Felipe Camarão, Orleans falou: “O Brandão teve muitos feitos, um deles foi lhe tirar da Secretaria de Educação. Na sua época, as crianças comiam suco com bolacha. E você não é o candidato do presidente Lula. Você é o candidato laranja do candidato Eduardo Braide, que é candidato de Bolsonaro”, disse Orleans.
Ao responder às perguntas, Orleans Brandão também elencou propostas como o Cinturão da Paz, na área da segurança, a regionalização da saúde, o pix saúde e a reestruturação e ampliação da rede de Educação.
A mediação do debate foi feita pelo jornalista Helter Duarte, da TV Globo. O encontro reuniu também André Luís (Missão), Eduardo Braide (PSD), Felipe Camarão (PT), Roberto Rocha (PRTB) e Saulo Arcangeli (PSTU).
No debate da TV Mirante/Globo, realizado nesta última terça-feira (29), o candidato do MDB ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão, detonou às políticas públicas para a saúde de São Luís, que está em 25º lugar no ranking do Brasil em Atenção Básica – a porta de entrada do SUS – e o pior lugar do Nordeste.
Orleans também rebateu críticas de interferência política na saúde estadual e citou uma entrevista que atribuiu à prefeita de Chapadinha, Belezinha, apontada por ele como aliada de Braide. Segundo o candidato, ela teria relatado que procurava o irmão do adversário quando precisava de um leito em São Luís. “Então você me acusa do que você faz, você acusa o governador Brandão do que você faz”, atacou.
Durante confronto direto no debate, Orleans questionou o atendimento nos Socorrões, apontou falhas na atenção básica municipal e defendeu a ampliação da rede estadual de hospitais. O candidato do MDB destacou o respeito aos profissionais das unidades, mas criticou as condições de atendimento e afirmou que pacientes procuram transferência para hospitais estaduais.
“Eu respeito todos os profissionais dos Socorrões. Mas você que tá me assistindo aí em casa: você quer ir pro Socorrão?”, questionou. Segundo Orleans, as dificuldades também estão na atenção básica, levando moradores a buscar atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Governo do Estado. O candidato afirmou que São Luís tem a segunda pior atenção básica entre as capitais brasileiras e cobrou explicações do adversário. “Mas a pergunta é: por que você não fez pela atenção básica de São Luís?”
Orleans também levou a discussão para a cobrança de impostos municipais, acusando Braide de prejudicar a construção civil da capital. “Você cobra o maior ISS para construção civil de todo o Brasil, é aqui na cidade de São Luís”, declarou. Na sequência, acusou Braide de promover uma “indústria da multa” e ironizou: “É a indústria da multa do Eduardo Braide, a única que ele conseguiu trazer aqui pra capital”.
A Operação Habeas Votum, deflagrada pela Polícia Federal nessa segunda-feira (28), em Colinas, deixou de ser apenas um caso policial para entrar na disputa política mais rasteira. A investigação apura denúncias gravíssimas de violência sexual, ameaças, coação eleitoral, associação criminosa armada e abuso de autoridade.
A vítima, claro, merece toda solidariedade e o caso precisa ser investigado. Mas uma coisa também precisa ficar clara: não há qualquer informação da Polícia Federal que ligue o governador Carlos Brandão ou Orleans Brandão aos fatos investigados, como alguns perfis e portais de internet ligados a Felipe Camarão, Márcio Jerry, Carlos Lula, Rodrigo Lago e outros tentam a todo o custo fazer parecer que sim.
Chama a atenção a velocidade com que o episódio ganhou repercussão política, sempre tentando, de alguma maneira, fazer alguma ligação covarde entre o governador e Orleans à operação. A lógica parece ser simples: foi em Colinas, tem alguma relação com os Brandão. Mas não é assim que funciona uma investigação policial, que deve ser analisada a partir dos fatos apurados pelas autoridades responsáveis, e não por associações construídas a partir do local onde os acontecimentos ocorreram ou das relações políticas existentes na região.
Segundo a Polícia Federal, a mulher e os investigados apoiam candidaturas diferentes, como acontece em todo o país, e a investigação busca esclarecer se as ameaças e os eventuais crimes teriam relação com divergências eleitorais. A Justiça determinou prisões temporárias, buscas, afastamento cautelar de dois investigados de suas funções públicas e suspensão dos respectivos portes de arma. E em momento algum aparecem os nomes de Carlos Brandão ou Orleans Brandão como investigados. Ainda assim, quase que simultaneamente à operação, o caso já começou a ser explorado politicamente pela oposição e sempre tentando jogar o governador e Orleans no centro de tudo.
Um detalhe que passou a circular nas redes sociais e que ajuda a explicar o ambiente político em torno do episódio: poucos dias antes da operação, a mulher apontada como vítima teria participado de um evento político ligado a Eduardo Braide, em Colinas. Lógico que isso por si só não significa que sua participação política tenha qualquer relação com a violência que ela afirma ter sofrido. Seria irresponsável fazer essa ilação. Mas o fato da vítima e investigados estarem em lados políticos diferentes, como informou a própria PF, mostra que existe um contexto eleitoral no caso e, justamente por isso, é preciso ter cuidado para não transformar uma investigação criminal em uma narrativa eleitoral pronta contra o governador Carlos Brandão e o candidato Orleans Brandão.
O que aconteceu em Colinas acontece diariamente no Brasil todo, principalmente neste momento de polarização política. Também é importante não confundir o contexto eleitoral mencionado pela própria Polícia Federal com uma autorização para transformar a investigação numa acusação irresponsável e infundada. A existência de divergências eleitorais entre vítima e investigados é parte do contexto informado pela PF. E não significa que lideranças políticas estejam relacionadas aos crimes investigados.
Em tempos como estes pessoas rompem amizades e partem para violência, por exemplo. E nem por isso há um responsável direto que seja um agente político. Associar Brandão pelo que houve na cidade dele, dando a impressão de que as possíveis ações, tanto do delegado quanto do investigador/vereador teriam a orientação direta do governador do Estado é de extrema irresponsabilidade. Fica claro que o plano é desestabilizar não somente o governo, mas também a candidatura de Orleans Brandão.
Porque uma coisa é investigar possíveis crimes eleitorais; outra, completamente diferente, e irresponsável, é aproveitar o fato de a cidade ser reduto político do governador para tentar atingir sua família e, principalmente, Orleans Brandão a poucos dias de uma eleição.
A sociedade maranhense tem direito a conhecer os fatos e acompanhar a investigação. A vítima merece proteção e respeito. Os investigados têm direito ao devido processo legal. E qualquer pessoa ou grupo político que não figure na investigação também merece que seu nome não seja associado aos fatos de maneira criminosa sem elementos concretos que sustentem essa relação.
Em período eleitoral, a responsabilidade com a informação deve ser ainda maior. A investigação da Polícia Federal deve continuar livre de interferências políticas, enquanto o debate eleitoral deve permanecer baseado em fatos, propostas e responsabilidades efetivamente demonstradas.
A gestão do prefeito Roberto Costa realizou, na segunda-feira (28), a entrega de aproximadamente 1.000 óculos de grau gratuitos para estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A ação aconteceu na quadra da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e reuniu estudantes da sede e da zona rural, professores e representantes da gestão municipal.
A ação faz parte do Mutirão de Oftalmologia da EJA, desenvolvido pelas Secretarias Municipais de Saúde e de Educação. O atendimento teve início em agosto, com consultas, exames oftalmológicos e cirurgias para os estudantes que apresentaram indicação médica.
Para muitos alunos, os óculos representam uma mudança na rotina de estudos. Francisco Franco da Silva, morador da comunidade quilombola Campo Redondo, destacou a importância de levar serviços de saúde e educação para as comunidades rurais. “Eu sou do Quilombo Campo Redondo. Nosso prefeito é um prefeito exemplar. Nunca tivemos um prefeito que passasse por aqui e fizesse o que o Roberto Costa está fazendo. Só tenho que dizer parabéns e vamos juntos, Roberto Costa.”
Moradora do bairro da Areia, Maria Alice também ressaltou o impacto da iniciativa para famílias que enfrentam dificuldades para custear consultas e óculos. “Eu fico muito grata por isso. Hoje uma consulta de vista não é barata, e um óculos desse aqui custa, no mínimo, 700 reais. Poucas famílias têm condições de arcar com esse custo, principalmente quem mora na zona rural.”
Durante a entrega, o prefeito Roberto Costa destacou que o atendimento oftalmológico integra um conjunto de ações voltadas aos estudantes da EJA, com o objetivo de garantir melhores condições para que eles permaneçam na escola e avancem nos estudos.
“É um conjunto de ações para beneficiar os nossos alunos da EJA. A gente tem feito um trabalho de suporte, desde o fardamento, o tênis, como os outros alunos têm, a mochila, até os exames, consultas, cirurgias e também os óculos para eles, para que nada atrapalhe ou impeça que continuem seus estudos”, afirmou.
Segundo o prefeito, a valorização dos estudantes da EJA também passa pelo reconhecimento da trajetória de cada um e pela oportunidade de retomar a formação escolar em diferentes fases da vida.
“Hoje, os estudantes da EJA você reconhece andando na rua. Eles andam com a cabeça para cima, andam com firmeza, porque estão felizes de ter essa nova oportunidade dentro da educação. E, para mim, eles se tornam exemplos para toda a cidade, porque não tem idade para aprender, não tem idade para buscar o conhecimento”, destacou Roberto Costa.
O prefeito também citou histórias de estudantes que, por meio da alfabetização e do retorno à escola, passaram a conquistar novas oportunidades no dia a dia.
“Eu vejo depoimentos aqui de pessoas que, pela primeira vez, foram a um banco e puderam assinar o seu nome, não precisaram colocar o dedão. Então, é isso que nos motiva para que possamos continuar trabalhando na cidade, fazendo as obras que são importantes, fazendo essas ações concretas que são fundamentais, mas, acima de tudo, a obra mais importante que existe é a valorização da população de forma individual, de forma respeitosa”, afirmou.
A entrega dos óculos representa mais uma etapa do Mutirão de Oftalmologia da EJA e amplia o acesso dos estudantes aos serviços públicos de saúde. Ao unir atendimento oftalmológico e educação, a iniciativa busca eliminar uma dificuldade que poderia interferir diretamente no aprendizado e na permanência dos alunos em sala de aula.
“Lago da Pedra foi diferente. Uma das maiores caminhadas que eu fiz ao longo dessa trajetória.” A declaração de Orleans Brandão (MDB), candidato ao Governo do Maranhão, sintetizou a noite deste sábado (26) em Lago da Pedra, onde uma grande mobilização reuniu moradores da sede e da zona rural, vereadores e representantes de diferentes grupos políticos.
Ao lado de Orleans, estiveram a prefeita Maura Jorge, a vice-prefeita Almiralice Mendes, a ex-governadora e candidata ao Senado Roseana Sarney, o deputado federal Hildo Rocha, o candidato a deputado estadual Rui Jorge e a candidata a deputada federal Larissa DP. Juntas, as lideranças deram ainda mais força e representatividade ao ato, que marcou a união de diferentes grupos políticos em torno de Orleans e do projeto de um Maranhão que avance com trabalho, parceria e novos caminhos.
Em Lago da Pedra, o emedebista resgatou ações realizadas durante sua passagem pela Secretaria de Estado de Assuntos Municipalistas, como pavimentação, recuperação do estádio Waldirzão, entrega de máquinas e ambulância, implantação de bloquetes, poços artesianos e o Centro de Hemodiálise.
A partir desse histórico, defendeu a continuidade da parceria com o município e apresentou propostas para ampliar os serviços públicos. Entre elas estão a isenção de IPVA para motocicletas de até 80 cilindradas, o “Pix Saúde Já”, com parcerias com clínicas particulares para reduzir filas, escolas estaduais em tempo integral, uma escola cívico-militar em Lago da Pedra e a expansão do atendimento especializado a pessoas com deficiência e autismo.
“Eu só preciso de uma oportunidade de mostrar que o trabalho que eu fiz com o Maranhão Livre da Fome, eu sei fazer como governador. Eu tô com muita vontade de trabalhar”, ressaltou.
Força e unidade
A união foi o principal tom dos discursos. A prefeita Maura Jorge declarou publicamente seu apoio à candidatura de Orleans e associou a escolha à relação construída entre o município e o candidato. “Você é o meu governador. Conta com meu apoio, conta com meu trabalho, conta com minha força, porque estaremos juntos”, declarou a prefeita.
Com raízes em Lago da Pedra, o candidato a deputado estadual Rui Jorge falou sobre a juventude de Orleans Brandão, sua presença em todo o Maranhão e o compromisso de dar continuidade e ampliar o trabalho desenvolvido em parceria com os municípios.
“É um jovem como eu, que percorre todo o Maranhão levando compromisso e trabalho. Não é apenas continuidade, mas a ampliação do trabalho que já vem sendo feito pelo Maranhão. Obrigado, Orleans, pela parceria”, disse.
A candidata a deputada federal Larissa DP ressaltou a capacidade de Orleans de conhecer de perto a realidade dos municípios maranhenses e defendeu a continuidade do projeto político representado pelo candidato. “A força jovem está pronta, está preparada. O leão conhece de perto todos os 217 municípios”, pontuou.
O ato também contou com a participação do líder político Eduardo DP e dos vereadores Tiago Sá, Marcão, Henrique Paraibano, Pablo Sales, Mariel, Mota do Valdir Jorge, presidente da Câmara Municipal, Valmir, Sival Rocha, Solange, Ananias e Raimundinho do Santa Teresa.
Ao final, Orleans reforçou a mensagem que levou ao município: transformar a relação construída ao longo dos últimos anos em uma parceria ainda mais ampla a partir do Governo do Estado. “Eu não vou decepcionar vocês. Serei o governador mais parceiro, o governador mais amigo”, concluiu.
Maior ato político da história de Bacabal, mobilização foi também em apoio à Iracema Vale, Davi Brandão, Roseana e Weverton, todos candidatos do grupo político de Roberto Costa nestas eleições.
Uma mega motocarreata com apoiadores de Orleans Brandão, candidato do MDB ao governo do Maranhão, movimentou Bacabal na manhã deste sábado (26). Milhares de pessoas saíram às ruas em carros, motocicletas e até carroças, numa grande mobilização que percorreu vários pontos da cidade.
O evento já é considerado como o maior ato político da história de Bacabal.
Ao lado do prefeito Roberto Costa, Orleans foi recebido com muito carinho pela população durante todo o trajeto, que durou mais de duas horas. Também estiveram presentes, recebendo o apoio popular do município, Iracema Vale (MDB), candidata a deputada federal; Davi Brandão (MDB), candidato à reeleição para deputado estadual; além dos candidatos ao Senado Roseana Sarney (MDB) e Weverton Rocha(PDT).
Durante o percurso, bandeiras, buzinaço e manifestações de apoio marcaram a passagem da comitiva pelas ruas de Bacabal. Para Roberto Costa, a participação popular mostrou a força do grupo nesta reta final da campanha.
“Essa é a verdadeira pesquisa, é quando o povo abraça o candidato. Foi uma festa linda, vibrante, em apoio a Orleans, Iracema, Davi, Roseana e Weverton. São parceiros de Bacabal, que têm me ajudado a trabalhar pela nossa população. E é com essa parceria que vamos continuar levando mais asfalto, recuperando vicinais, investindo na educação, na saúde, na agricultura e geração de emprego e ampliando tantas ações que melhoram a vida das pessoas”, afirmou Roberto Costa.
Ao final do percurso, Orleans Brandão agradeceu a recepção e destacou a parceria com Roberto Costa e o compromisso com Bacabal.
“Essa energia de vocês me dá a certeza de que estamos fazendo uma grande caminhada. Podem continuar contando comigo, porque eu vou trabalhar muito por Bacabal e por todo o Maranhão”, afirmou Orleans.
A mobilização também reuniu caravanas de apoiadores da sede e da zona rural, além de vereadores, ex-prefeitos, lideranças políticas e populares e representantes de diversos segmentos, que acompanharam o percurso pelas ruas da cidade.
Dr. Julinho Matos (no destaque) prefeito de São José de Ribamar
Atendendo a um pedido do Ministério Público do Maranhão (MPMA), a Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís (com jurisdição em todo o Estado do Maranhão) determinou a suspensão imediata dos concursos públicos da Prefeitura de São José de Ribamar (Editais nº 01, 02 e 03/2026), organizados pelo Instituto IJK. A decisão paralisa todas as etapas do certame, incluindo provas de títulos, exames, TAF, homologações e convocações. A medida, proferida pelo juiz Douglas de Melo Martins, visa garantir a transparência e a legalidade das avaliações.
A ação foi movida pela 1ª Promotoria de Justiça da comarca após a identificação de graves inconsistências na segurança e regularidade das provas. Entre os problemas apontados estão cartões-resposta entregues sem lacre com marcações sobre alternativas corretas, divergência no número de cadernos de prova, falhas no uso de detectores de metais e candidatos saindo de forma irregular com os cadernos de questões.
Outro ponto crítico destacado pelo MPMA foi a identificação de padrões estatísticos atípicos nos resultados. Houve uma concentração desproporcional de aprovados vinculados ao município de Itapecuru-Mirim — como um ex-vice-prefeito que obteve 100% de aproveitamento —, além de candidatos com laços de parentesco direto com agentes políticos regionais que apresentaram notas máximas e gabaritos idênticos.
Diante dos fatos, que foram inclusive corroborados por relatório técnico do próprio Instituto IJK, a decisão judicial determinou a preservação integral de todo o acervo probatório do concurso. Cartões-resposta, atas, relatórios de fiscalização, vídeos e bancos de dados do Município e da banca organizadora deverão ser mantidos inalterados para apuração detalhada dos fatos.