Reinaldo Sousa admite desvio de quase R$ 600 mil de convênio com INCRA e faz acordo para pagar dívida

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Quando celebrou o convênio 21000/2007 com a Prefeitura do Município de Passagem Franca, via seu prefeito da época Reinaldo Sousa, o objetivo do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária-INCRA, era melhorar a vida de centenas de famílias passagenses. Mas pelo visto só a de uma família melhorou.

O objeto do convênio era a pavimentação de 65 quilômetros de estradas vicinais pela zona rural do município e a perfuração de quatro poços artesianos para abastecimento de água de alguns povoados.

Mas quando pegou a caneta para assinar o convênio o então prefeito Reinaldo Sousa tinha outra coisa em mente, menos fazer o que o INCRA pretendia. Estradas vicinais, abastecimento de água, tudo isso poderia esperar. Afinal, se por anos a fio o povo viveu sem aquelas obras e serviços, por qual razão não poderia esperar mais uma dezena deles?

Recurso liberado, Reinaldo tratou de fazer todo tipo de manobra para dar-lhe outra destinação. E deu. Ou mesmo maquiar esses serviços, usar de alguma estratagema e fingir que tinha feito tudo. Aí, ao prestar contas com o INCRA e tentar provar que tinha feito as obras, o órgão detectou várias irregularidades na prestação de contas, como cheques nominais, inexecução das obras, dentre outras coisas. E aí passou a botar pressão em cima do gestor.

Sem ter como provar que não fez o que estava bastante claro para o INCRA, não restou outra alternativa a Reinaldo Sousa que não fazer uma confissão de dívida – ou de culpa, ou de roubo – e negociar o pagamento dos quase R$ 600 mil reais em 60 parcelas de quase R$ 10 mil reais por mês. Em resumo: ele admitiu que tinha sim desviado o dinheiro. Desvio nesse caso é só uma forma elegante de dizer que o sujeito meteu foi a mão no dinheiro público.

Ao responder ao Incra e dizer que queria fazer o acordo e pagar a quantia desviada – ou mal utilizada – do convênio, dinheiro que deveria ter sido usado para melhorar a vida de centenas de famílias lá dos Assentamentos Brasil, Mandira e Palestina, que viviam quase que em condições de miséria absoluta, Reinaldo Sousa não fez só uma confissão de dívida. Ele também admitiu ser um corrupto!

O que convenhamos, não é surpresa pra mais ninguém.

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