Carlos Brandão 2 x 1 Weverton Rocha

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Weverton e Carlos: esse jogo não pode ser um a um…

Muitas foram as análises políticas (equivocadas) feitas com os resultados de algumas pelejas travadas entre o vice-governador Carlos Brandão e o senador Weverton Rocha, os dois já pretensos candidatos à sucessão do governador Flávio Dino. É bom que se diga que tudo começou lá atrás, em meados de setembro de 2020, quando o senador deu a largada pra guerra que está sendo travada nos bastidores políticos entre ele e o vice-governador Carlos Brandão.

Afrontoso, WR nem pensou duas vezes antes de ir provocar o vice-governador lá em sua cidade, Colinas, onde a aliada de Carlos Brandão, a prefeita Valmira Miranda, disputava a reeleição tendo como concorrente o médico e ex-prefeito Antonio Carlos. Lá, WR queria impor a CB a primeira derrota de uma série de refregas que só ele pensou em antecipar e, a partir daí, espalhar em sua mídia que derrotou seu futuro adversário na casa dele.

Mesmo a prefeita Valmira e todo o grupo político ligado ao vice-governador tendo apoiado Weverton Rocha na eleição para o Senado em 2018, lhe dando a maioria absoluta dos votos – quase 10 mil – nem isso demoveu o senador da ideia de pegar seu helicóptero e pousar na terra de Carlos para oferecer apoio ostensivo – e até em dinheiro, segundo dizem – para o adversário Antonio Carlos. E fez isso por duas vezes, na convenção e na reta final da campanha. E o resultado da primeira disputa não poderia ser mais desastroso para WR: seu candidato foi derrotado com mais de 2.300 votos de diferença. Placar: Carlos 1 x 0 Weverton.

Corta pra São Luís. Na Capital se travava a segunda batalha entre Weverton Rocha e Carlos Brandão. O senador conduziu seu partido, o PDT, a uma aliança com o DEM de Neto Evangelista, indicando como vice a militante pedetista Luzimar Lopes. Brandão, por sua vez, apoiava o companheiro de partido Duarte Júnior. Abertas as urnas do primeiro turno, Duarte Jr. Apoiado por Brandão derrota Neto Evangelista apoiado por Weverton e vai disputar o segundo turno com Eduardo Braide. Esperto, WR ainda tentou pegar carona apoiando Eduardo Braide, que venceu a eleição e deu ao senador e sua mídia a falsa sensação de vitória sobre CB. Mas a realidade é que o vice-governador impôs ao senador uma segunda derrota.

Perdendo de 2 x 0 e querendo equilibrar o jogo, Weverton espalha em sua mídia que a disputa pela presidência da Câmara de São Luís também era do interesse do vice-governador e que uma eventual vitória de Osmar Filho, seu correligionário, seria uma vitória sua e consequentemente uma derrota de Carlos Brandão, mesmo sem o vice-governador nunca ter demonstrado qualquer interesse na disputa. Osmar filho venceu, como se sabe, mas não foi nem uma derrota de Carlos Brandão nem tão pouco uma vitória de Weverton Rocha. Foi, pode se dizer assim, uma vitória do prefeito Eduardo Braide, que tinha poder de fogo para eleger o presidente e quis retribuir o apoio recebido do PDT no segundo turno.

E por fim, a disputa da FAMEM – Federação dos Municípios do Estado do Maranhão. Deixando de fora da lista de disputas a eleição da Câmara de Luís, que nada teve a ver com o vice-governador, nos três casos – eleição em Colinas, eleição em São Luís e eleição na FAMEM – a única vitória do senador foi sem dúvida na eleição da federação dos prefeitos, presidida por seu amigo, compadre e – dizem – sócio oculto Erlânio Xavier, também seu alter ego.

E nem foi o que se poderia chamar de uma vitória bonita. Em campanha pela presidência da federação desde que se reelegeu prefeito da pequenina Igarapé Grande, Erlânio chegou ao mês janeiro sem adversários e até falando em chapa única. Carlos Brandão, no exercício do cargo de governador e vindo de duas vitórias sobre Weverton, teve apenas dez dias para viabilizar um nome para disputar com Erlânio. E o escolhido foi o bem avaliado prefeito da cidade de Caxias, Fabio Gentil que, em apenas uma semana de campanha, conseguiu arregimentar um grande número de prefeitos e competiu de igual pra igual com Erlânio. Perdeu, mas perdeu bonito, por apenas 16 votos de diferença.

Placar das três disputas travadas: Carlos Brandão 2 x 1 Weverton Rocha.

Mas o tira-teima do que podemos chamar melhor de quatro disputas se dará mesmo em 2022 quando Brandão, sentado na cadeira de governador e apoiado por Flávio Dino, terá seis meses, até as eleições de outubro, para se fortalecer ainda mais e impor ao senador impetuoso a sua terceira e mais humilhante derrota.

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