
A trajetória de Lahesio Bonfim é um dos fatos mais interessantes da política maranhense nos últimos anos. Em 2022 surpreendeu ao terminar a disputa pelo Governo do Maranhão em segundo lugar, à frente do todo poderoso senador Weverton Rocha (PDT). Quatro anos depois, foi eleito senador da República.
A mudança de patamar ficou evidente esta semana, em Brasília. Lahesio foi recebido com tapete vermelho por Flávio Bolsonaro, sentou-se à mesa com as principais lideranças da direita e passou a participar diretamente das articulações do segundo turno das eleições presidenciais. A cena é simbólica para um estado onde a esquerda, com Lula, tem 70% do eleitorado.
Lahesio chega ao Senado como a principal liderança da direita maranhense, com identidade política definida e uma relação direta com o bolsonarismo nacional. É uma posição diferente da de Eduardo Braide, que concentra a força institucional de governador eleito, e de André Fufuca, que tem experiência, trânsito em Brasília e foi ministro do governo Lula.
Se Flávio Bolsonaro vencer a eleição presidencial, essa proximidade poderá dar a Lahesio ainda mais espaço. Ele como senador aliado do novo presidente seria uma das principais pontes do novo governo com o Maranhão.
O que começou lá em São Pedro dos Crentes, no interior do Estado, virou uma candidatura competitiva ao governo, depois uma eleição para o Senado e agora uma presença cada vez maior na política nacional.
E Lahesio Bonfim já não é apenas um fenômeno eleitoral do Maranhão.
Tornou-se um nome relevante da direita brasileira.